Version:1.0 StartHTML:0000000167 EndHTML:0000002086 StartFragment:0000000451 EndFragment:0000002070 Conversa de novo Não vi nenhum rio passar ao largo da minha rua velhos poetas não vi um grão à margem da paisagem turva como fazer poesia sem suas imagens tardias? Velho poeta leio sua letra fria àqueles que não são velhos guardam esse frescor de letra ardida que nem são mesmos os velhos serão um dia essa planta ardia essa de viver plantado mágico sem reposta na filosofia a flor velho poeta nem a mesma nem poesia o tempo não me distancia perfume velho cheiro antigo nem importa se lap-top ou página vazia o mesmo erro o mesmo verso nossa questão de intriga velho poeta serei eu se a lida findar o dia
Escrito por Sérgio Mitre às 01h33
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Vivida as mínimas coisas que as coisas sãos são minhas coisas onde as coisas dizem nãos tantas coisas sãos . . .
Escrito por Sérgio Mitre às 00h37
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Carnavalizar vida muito mais que mídia mais que folhas, que jornal a vida muito mais folia é dentro o carnaval onde o coração bacana a canção floresce a gente é humana a flor nasceu de um laço num traço desci cachoeira que perda de tempo esse rastro se não folia vida inteira
Escrito por Sérgio Mitre às 02h06
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A fim de a minha alegria é que tenho feito poesia escondida no meu hd escondida de você feita e viva sem saber pra quê comò a vida pela vida toda lida e rimas afins
Escrito por Sérgio Mitre às 00h47
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Version:1.0 StartHTML:0000000167 EndHTML:0000001215 StartFragment:0000000451 EndFragment:0000001199 O bem entender Se todas as coisas fossem vanguarda nossa vida valia nada Se todos nossos sonhos fossem verdade acordaríamos sem asas Se todos fossemos nosso próprio rosto essa cara escarrada Se fosse o todo bastava a estrada vivia o gosto
Escrito por Sérgio Mitre às 22h42
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Cachaça olho para a cara triste do poema que me salta aos olhos papel branco sem riscados não quero arriscar, ali tem um machucado medo do espelho esconder a senha da alma atada à lenha e fogo espesso todo no papel, me esqueço
Escrito por Sérgio Mitre às 21h36
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Sísifo nada me recuso a escrever o não nas escadas nada me recluso no velho vão a luz apaga nada recurso de então sorver a mágoa nada nonada em vozeirão degrau da palavra
Escrito por Sérgio Mitre às 01h19
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O dilema do cego . . os olhos já não podem ver que ninguém se veste que ninguém remete à alma que sobrou do ser olhos em liquidação não podem ser comprados sim podem ser centrados perceber a confusão . .
Escrito por Sérgio Mitre às 21h42
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Arremedo intenso ídolos se moldam no medo da vida, de perder, de viver até o fenecer pulso na repulsa rebeldia como astúcia morte no final como qualquer angústia não se vence o medo de viver a morte nos aproxima revela segredos de não-ser
Escrito por Sérgio Mitre às 00h41
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Árido . . . amor dispensa comentário dispensa o hálito qualquer contrário imagem rara que não se vê amor se enxerga no frágil desamarrado sem ser estável o tempo todo momento ágil amor é o meu amargo gosto contrário nem é árido tem muito de enxergar você . . .
Escrito por Sérgio Mitre às 03h27
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Contra reforma . . ainda que acabem com o trema ninguém tira os pingos do poema . .
Escrito por Sérgio Mitre às 00h36
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Insonha A gente sonha um dia Escrever como poesia Antever o verso fácil Vestir no verso harmonia A gente sonha a vida Perde a dor sofrida Desfaz o laço com o rastro Sem se converter espaço A gente sonha enfim Aquele lugar feito pra mim A cama boa, amor espera O verso como primavera 04/07/11
Escrito por Sérgio Mitre às 01h49
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Se posso requerer minhas estradas... Se posso requerer minhas estradas Gosto de combinar palavras Juntá-las assim por puro gosto Abrir um sentimento exposto: Letras em páginas marcadas De sangue em desatino, torturadas As mãos cansadas em sofreguidão Páginas marcadas como risco em coração Vai a pena livre a desprender sentidos Requentar velhos sonhos dormidos Abrir a alma, aplacar martírios Testemunhar a dor em horizontes frios... E ao rimar o acaso à alegria Lua crescente em firmamento de poesia Requerer o brilho que o amor instala Rimas de agonia e êxtase a poesia exala Se posso requerer estradas De poesia, de amor pelas palavras Realidade abriga futuro incerto Um coração sem desprender do verso Continua tremendo em páginas Mesmo se regadas em lágrimas São mais que a página descoberta Decido então seguir a estrada certa Abrir o peito sem receio à sina: Viver poeta oculto transcrevendo a vida.
Escrito por Sérgio Mitre às 11h52
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Insônidão A mente fica amante A manta amanta frio À par carece De sentidos Dissentidos Calor sem abrigo Abraço ninho Feito travesseiro A mente fica amante A manta amanta frio O sono não vem Sem colo igual menino
Escrito por Sérgio Mitre às 00h13
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Receita Gosto de escrever Gosto de você Gosto da história Tudo está feito Escrito no meu peito Vivendo memória Dei meu jeito Investi no meio Virei de volta Amor estava certo O caminho aberto À nossa moda
Escrito por Sérgio Mitre às 23h58
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