opoetadebicicleta
 

Anti-senão
Sérgio Mitre 
.
E se o grito pelo amor
Não for suficiente
E se o torpor
Congelar o consciente?
.
Seremos sós
Um eco pungente
Entre surdos de rancor
Viraríamos indigentes?
.
Até o mundo não ter cor
Nem frescor e nem semente
Em árido rancor
Será difícil encontrar-se gente?
.
Mais eis que uma flor
Surge no mesmo asfalto
Aquele grito gera calor
Voltará latente?



Escrito por Sérgio Mitre às 22h47
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A minha tropicália

Sérgio Mitre

.

Fico tão sentimental

Me falha o gesto

Me desce a lágrima

.

Fico tão transcendental
Me falta o gosto
Me desce o nada

.

Fico então tão carnaval

Me farta a máscara

Me desce o caos

 



Escrito por Sérgio Mitre às 21h08
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Para os pais e responsáveis

Sérgio Mitre 

.

Menor com menor se paga

Não se apaga a pena

Menor se apaga 

Pra não virar poema

.

Menor com menor se apaga

Barbariza pra não ter rosto

Pra não ter pena nem poema

Menor pra não ter desgosto

.

Menor com menor se guarda

Se apega se apaga

Com lágrima no rosto

Menor de maior pena

.

(menor com menor sem lágrimas/pra pena virar poema)



Escrito por Sérgio Mitre às 20h38
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Senciente
Sérgio Mitre
.
Hoje eu percebi
Ainda sei sorrir
.
Entre um dente e outro
Ainda tem graça o sopro
.
Entre a dor que passa
A brisa rebate o rosto
.
Eu não esqueci 
Do que sei sentir



Escrito por Sérgio Mitre às 22h55
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Comovivo

Sérgio Mitre 

.

Como num samba canção

De uma música do Gil

Eu preciso aprender a ser só

Todo esse eu que me quer fugir

.

Todo esse ser meu feito giz

Deseja riscar o chão e

Ao mesmo tempo

Quer sumir

.

Há vida nesse parecer

Dizem que alma há

Embora não consiga ver

Sobre o meu natural cingir

.

Enquanto ainda possa ser

Sem nem mesmo perceber

A riqueza de existir

Se samba se canção se redimir




Escrito por Sérgio Mitre às 01h00
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Destarte

Sérgio Mitre

 

Vamos derrubar os muros

Até que o amor

Seja um lugar seguro

 

Vamos por partes

Antes que desatem

O todo que nos cabe

 

(não sei onde começa

não sei como se expressa

nem que o poema acabe)



Escrito por Sérgio Mitre às 00h24
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A corda

Sérgio Mitre 

 

 

sonho uma armadilha

o sono a ilha

onde invade

sonho a tal felicidade

tecido fanho

de sotaque variado

 

o sonho é a guerrilha

que nunca vemos no mundo

coisa daquele sujeito imundo

sujo de ser

sonho é coisa por fazer

sem embrulho (e sem banho)



Escrito por Sérgio Mitre às 02h15
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Transverso

 

 

nunca voei palavras

nunca dei asas

nunca esse peso no rosto

 

não soltei páginas

não fiz essas falhas

não é um pressuposto

 

nos força a sumir nas lágrimas

nos força métrica errada

nós que nos espanta

 

sempre uma coisa só

sempre o que vier de frente

sempre pra voar sem dó

 

 



Escrito por Sérgio Mitre às 03h34
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Meta-madrugada

 

nenhuma lágrima

além dessa palavra

 

despenca trágica



Escrito por Sérgio Mitre às 02h07
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Tanto quanto

 

 

quanto barulho

num gorgulho

quanto pedra

 

tanto cachoeira

numa trincheira

quando lava

 

a vida inteira

essa água

quanta ribanceira

 

tanto pedra

quanto cachoeira

 

nesse canto



Escrito por Sérgio Mitre às 02h21
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Trejeitos

 

 

se tudo não passa de um jeito

um arremedo

aquele indisposto

tudo se fincava em medo

em barulho

pressuposto

 

se tudo passa de um jeito

aquela besteira

tremendo alvoroço

uma tremedeira

tudo se fixa no sebo

em deslizes

e desgostos

 

se tudo não passa

aquela vontade

um desejo

tudo se firma no degredo

um medo

segredo

aquele gosto



Escrito por Sérgio Mitre às 01h56
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Presépio de areia e sal

Sérgio Mitre 

.

.

de cada grão se faz um mar e

deste

muita história pra contar

 

de cada pedaço de casco que

calço

como a roda a rodar

 

o fio que fácil faço quando

laço

nessa história de menino-mártir

 

esse tudo grão de mar sem beira ou

parte

todo parto arde arte à espreita

 

amor de grão em grão que salga o

tempo e se 

escultura em forma mítica

 

se esgota em ar ou mar ou ataque

sísmico

desfaz-se pra firmar um símbolo

 

23/12/2013



Escrito por Sérgio Mitre às 14h50
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A dor oculta



tem uma saudade

oculta no poema

onde não cabe a pena

nem valem rastros

 

há uma saudade

custa-me ocultar

que resoluta

 

soluça no pulsar



Escrito por Sérgio Mitre às 01h14
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Não se acostume

 

 

tô mais frágil que de costume

o que me consome

tem nome e é ágil

como criança com fome

 

o que me arde

(tô mais frágil que de costume)

é o que invade o sono

e desata uma dimensão do sonho

 

tô num momento tão mágico

tão fora do costume

fragilidade do ser

na falibilidade do querer

 

 



Escrito por Sérgio Mitre às 20h43
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Estética (mais que temporal)

 

bonito é onde

a saudade mora

bonito é o agora

que demora



Escrito por Sérgio Mitre às 20h45
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